Dia 635

Eu estava bem ansioso no início do dia! Minha enfermeira preferida, a senhora Kobayashi, veio me entregar meu café da manhã e me passar o horário da minha saída. Finalmente, eu estava de alta! Assim que o horário de atendimento ao público começasse, minha família poderia vir me buscar a qualquer momento.

Tomei um banho, coloquei minhas roupas novas e fiquei cheiroso pra não levar bronca (porque adultos adoram cheirar nosso cabelo e atrás das orelhas)...

Prefácio

Agora que estou em casa, e que meu primeiro diário já está nas últimas folhas, pensei em começar um novo... O primeiro eu provavelmente vou deixar com a Doutora Phelps, já que não vou precisar dele pra lembrar das coisas que passei... Essas coisas que, mesmo contra a minha vontade, estão todas bem guardadas dentro do meu coração, cravado no tronco de uma árvore morta, que nunca se regenerará. que achei que estivesse morta.

Mas, do solo onde nasceu essa árvore, tem o potencial pra nascer uma floresta inteira e é das outras plantas dessa floresta que eu quero falar nesse volume dois da incrível história de Haru!

Essa árvore morta foi meu primeiro amor, que trabalhei duro pra matar depois das inscrições que lhe fizeram... Esses (inscrição e amor) são os segredos que guardei bem no primeiro volume e que só eu e a Dra Phelps conhecemos completamente. Eu, que me afundei nisso tudo, e ela, que me tirou de lá.

(Desculpa as rasuras, doutora! É que algumas coisas mudaram de um dia pro outro)